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O início do meu ensaio fotográfico sobre a influência do Japão no Brasil foi marcado pelo contato com uma família de japoneses que participavam da XIII feira japonesa do Recife. Eles tinham um quiosque com cartões em papel, para traduzir os nomes das pessoas para o japonês.
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A Terceira Semana de Fotografia do Recife acabou e deixou algumas reflexões, instigadas por fotógrafos, professores e demais artistas visuais.
Participei de uma leitura de portfólio com Juan Esteves, foi bem rápido enquanto ele espera um táxi e tomava um café. Neste espaço de tempo, nós olhamos três pequenos ensaios que levei. As idéias foram surgindo como o açúcar do café, o barulho detrás da porta e a noite com sua penumbra. No final da leitura do meu portfólio, fiquei bem empolgado pelas idéias de Juan e por ter entendido qual o significado desse contato e dessa troca.
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Tonho Ceará fotografou ontem no Recife Antigo, mostrando toda sua sensibilidade com a luz. Um homem que preservou um fazer fotográfico de outros tempos, fotografando no presente com sua caixa preta do passado. Diferente de muitos, ele domina a caixa preta, é um “fotógrafo munido de aparelho e não um aparelho munido de fotógrafo”.
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Hoje foi o primeiro dia do evento, que contou com a presença de Rosely Nakagawa, Fotolibras, projeção e muito mais…

Rosely Nakagawa

Guia Fotolibras para elaboração e implementação de projetos de fotografia participativa com surdos
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“ A memória implica em um certo ato de redenção. O que é lembrado foi salvo do nada. O que é esquecido foi abandonado. Se todos os fatos são vistos instantaneamente fora do tempo por um olho sobrenatural, a distinção entre lembrar e esquecer se transformar num ato de julgamento, na execução da justiça, e assim o reconhecimento estará próximo de ser lembrado, e a condenação está na iminência de ser esquecida.” Berger, John – Sobre o Olhar. 1980


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Fotografias para o paladar
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Foto feita para campanha Saúde do Homem 2009

Fotos/Emiliano Dantas
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Profa. Dra. Georgia Quintas, Vânia Brayner coordenadora do Museu do Homem do Nordeste e Dra. Ciema Silva de Melo (na direita)
Vânia Brayner abriu oficialmente o evento falando do processo de reforma do Museu do Homem do Nordeste e de como era difícil para uma instituição representar os homens de uma região tão grande e diversificada como a nossa.
Este primeiro dia do evento foi marcado pelo discurso da professora Geórgia Quintas. Uma verdadeira aula de percepções simbólicas, iniciada com as pinturas de Albert Eckhout e finalizada com fotografia de F. Villela, que mostra o garoto Augusto Gomes Leal ao lado da sua ama-de-leite Mônica.
Georgia propiciou ao público a oportunidade de compreender como um antropólogo observa e lê imagens, através de um recorte histórico produzido por diferentes autores em épocas distintas. Fotografias eram exibidas não por sua beleza plástica, mas por sua pertinência simbólica e valor comunicativo.

Foto F. Villela/ Augusto Gomes Leal ao lado da negra Mônica
A terceira fala foi de Ciema Silva de Melo que idealizou o evento e tornou viável o encontro entre antropólogos, museólogos, fotógrafos e estudantes. Ela afirmou a importância do encontro entre os profissionais que sobrevivem do exercício da observação e propôs uma interação entre os olhares dos participantes na busca do exercício de representação do Nordestino.

Georgia Quintas fez a curadoria da quarta-feira e trouxe Maíra Gamarra e Natuza Ferreira

Maíra e Natuza apresentaram o trabalho Filhos de Peixe

Georgia e Beto Figueroa
![Beto-Figueroa[1] Beto-Figueroa[1]](http://emilianofoto.files.wordpress.com/2009/10/beto-figueroa1.jpg?w=420&h=280)
Foto/Beto Figueroa














